Skip to content

21:12

24 de março de 2009

Todos os dias.

Acordar, encarar o espelho e ver-se mais bonita. Ou indiferente. Comum. Saber que será mais um dia solitário, distante, desgastante. Ou simplesmente não ter idéia. Sentir saudades, vontades, sono. Ou simplesmente não sentir nada. Sistematicamente ver, saber, sentir, falar, rir, rir-se. A arte da auto-ironia.

Não é tão simples quanto parece, se encararmos desta maneira. Não existe lógica na distância, não existe função  matemática que envolva de certo a presença e a ausência:  não há uma que instaure a presença como constante (nem mesmo uma que anule a ausência). E isso te incomoda, agora. Tão indecifrável essa sua falta de coerência! O que você quer agora não é o que você quis ontem e é provável que não seja o mesmo que vai querer amanhã. Mas os seus dias são iguais. Sempre. Em todos eles, o relógio mostra 21:12. Os palíndromos da ironia rotineira.

É. No fim, quem muda… é você.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: