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indiferença e o prazer

21 de abril de 2009

A maior parte das pessoas, se questionada qual o melhor sentimento que existe, muito provavelmente dirá que é o amor. A banalização e a elevação do amor as faz pensar assim. A nossa sociedade e cultura hoje pregam a romantização generalizada. Músicas pop choramingam o quanto uma pessoa é o “tudo” da outra, a novela e seus beijos sem língua encantando o coração de pré-adolescentes, filmes colocam o romance sob a mais bela fotografia. E isso ilude.

Eu, se me questionarem qual o melhor sentimento que existe, direi que é a indiferença. Quem é indiferente sempre vai estar satisfeito. Quem é indiferente vive pelo prazer momentâneo e esse é o mais intenso dos prazeres. É o prazer do qual sempre vamos ter certeza. Se você se importa, vai fazer planejamentos a longo prazo, os planejamentos raramente vão dar certo e o prazer que você esperava sentir se esvai.

Vou bem na prova de física amanhã? Não me importa, se eu for mal, me viro. Vai chover no final de semana, não me importa. Meu carro vai ser atingido por um caminhão e meu cérebro vai se espalhar pelo vidro, pessoas vão fotografar e mandar para o “isso é bizarro”? Não me importa, vou estar morta mesmo. Vou me apaixonar esse ano? Não me importa…

Infelizmente, vou voltar a me importar em breve com tudo isso e muito mais. A indiferença é um prazer passageiro. E só esse “infelizmente” no começo da frase já demonstra que estou começando a me importar. Ai…

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