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o relógio que marcou o amor

25 de abril de 2009

E então o Relógio questionou o Tempo, o Sol tentou matar a Lua, aquele olhar sumiu entre os sete ventos que sopravam gritando o nome dela pela praia, e somente o nome dela, nenhum ruído a mais.

A vida disse ao Sol que todos estamos mortos para o mundo, o sorriso dele confessou que o seu maior medo era a noite. Nunca houveram explosões, ele brilhava por medo de acordar sombrio e se apaixonar pela Lua. Tentou matá-la na noite em que Romeu não amou Julieta, noite em que um anjo confessou seu pesadelo, ela olhou nos olhos dele e chorou, derramou a tristeza na noite, Tristeza que se apaixonou pelo romance melancólico do Sol,  permanecendo ali e deixando a noite triste para sempre, apontando para a Lua  e a condenando por não ter amado o Sol,Lua que chora pelas gargalhadas da tristeza nas costas do ser humano.

A Alma do Oceano caiu em devoção ao amor, pensou na Tristeza como um enfeite, odiou a Lua por não amar o Sol, pediu ao mar que a deixasse relembrar sua tristeza todas as vezes que ela aparecesse. Então o mar a reflete, não por beleza, mas para atender ao pedido da Alma do Oceano, que lhe prometeu amor.

A jovem presenteou seu pequeno coração quebrado ao rapaz, que a amou e gritou para os céus dizendo que a amava, para que eles o condenassem se estivesse mentindo.

O Sol,condenado a nascer e morrer todos os dias pelo Universo por tentar matar a Lua, sorriu para os amantes. Quando a noite, carregada de tristeza, cantou para a jovem uma canção de ninar, o jovem a traiu.

Os céus assistiram a traição, promessas sempre são cumpridas pelos olhos da Lei, Lei que rege o mundo dos homens.

O mar contou à tristeza sobre a traição, que cantou a canção proibida, canção que permite que os corações pensem que o amor está na alma do oceano, os engana e os trai.

A jovem respirou a canção, caminhou pela praia, e quando a tristeza deu a ordem, ela se afogou nas águas que bateram no coração do jovem, que gritou a noite toda pela jovem, que só lhe pode presentear com o silêncio agora, silêncio e nada mais.

“Dizem que quando morremos a Morte nos conta aonde o amor está escondido” disse o Tempo para o Relógio, que o questiou por permitir que o jovem não chegasse a tempo, então o Tempo disse que estava cumprindo a ordem dos céus, ordem que nada pode negar a obedecer.

O Relógio marcou o amor, coisa que relógio nenhum aprende a marcar. O Tempo tentou matá-lo, mas era tarde de mais, a Lua o derramou em sua imagem no mar, imagem aonde bate o coração da jovem quando o relógio aponta para o jovem, aonde bate o triste coração que ainda a ama.

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