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vento de outono

2 de junho de 2009

Respeitável mundo!
Despedaçada culpa que você me deu.
Sou mais um olhar qualquer!
Perdida nessa primavera cinzenta.

Um beijo desmembrado,
esse não é o meu universo.
O mundo se rendeu,
ficou parado e o relógio amou.

Alguém me salve desse sonho!
Imagine o melhor sonho,
a noite te implora para não acabar,
sou eu quem irá te acordar.

E descontarei no mundo,
descontarei em quem me amar primeiro.
Essa é a minha alma,
e eu não confesso nada.

Só era preciso respirar,
e o tempo me assassinou.
O divino jogo que perdi,
jogo que nunca me fez falta.

E aconteceu num vento de outono,
eu soube que você estava aos pedaços.
Se engava naquele sorriso grande.
Me mostre o quanto eu afeto você!

Atuando sem total liberdade,
nesta peça apaixonante e sem autor.
Enquanto o silêncio morre calado,
você espera ver voar um pássaro morto.

Meu resto é sempre qualquer um de vocês,
os rostos mais sem calor.
Soube num inverno inacabado,
quente inverno florido.

Você foi tarde,
o verão já acabou.
Meu querido sorrisinho de outono,
o inverno só terminará com você.

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