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a poesia, o mar ou o espelho?

22 de julho de 2009

Os dias vão passando, e eu vou deixando toda a minha inspiração e criatividade pro vento comer. Ele come e me diz que eu já não sou a mesma,dividida em três partes eu não tenho como amar.

A poesia só me ama quando me apresento por ela, levemente enjoativa, se importa apenas com ela, serviu enquanto era novidade, mas o fato de ser poesia ainda é um charme que prende a minha atenção. Só me dá os olhos quando não consigo olhar para outra coisa, o meu coração em troca dela, e em poesias qualquer coisa é escrita, em poesia  qualquer monstro é príncipe encantado. É escrita durante a noite e proibida durante o dia.
A poesia é lançada, com belos olhos ela se apresenta e todo o encanto é permitido.

O mar esconde seu rosto, me mostra a beleza que nele existe, mas quem ele realmente é? Belas imagens nele flutuam,suas águas dançam e me encantam. Me afoga,me faz odiá-lo por semanas, é rude e narcisista, ama olhar para si mesmo. Gênio forte e incontrolável, me chama pelo nome e me faz rir.
Com inspiração ele me olha, irritação apaixonante. Eu o olho como as ondas, hora sim, hora não.
Belo de olhos abertos,apaixonando de olhos fechados , inspiração para a poesia, que tanto me encanta, que tanto me enjoa.

O espelho mostra quem eu sou, mas nunca ele mesmo. Belíssimo coração sozinho,que bate triste pelos cantos, uma máscara no rosto e felicidade no escuro, onde ele não reflete nada.
Meu rosto,meus sonhos,meus sorrisos, nada o fez se apresentar. Joguei meu coração como isca, ele mordeu e eu soube quem era, finalmente eu o olhei nos olhos, me apaixonei naquele olhar sozinho, queria companhia e não podia dizer uma palavra.
Me refletiu por anos, meu coração corria para aquele reflexo, ele o protegia mas nunca tocava, nunca poderá tocar,cortes se abriram no meu coração,cortes surgiram no espelho, ele nega.
Envolve o que pode com profundidade, o olhar que é permitido me atravessa a alma, me assombra dia e noite, quero largá-lo e não consigo. Ele me pune por olhar para o lado, só tem o meu reflexo e é ciumento,não reflete a verdade,o que ele sente está pregado nos meus olhos.

Doces paixões,
no mesmo mundo me deixam sem ar,
umas dão tiros no escuro,
mas só uma sobreviverá,
preciso matar duas!
Quem deve ficar?

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2 Comentários leave one →
  1. Renata permalink
    23 de julho de 2009 6:18 PM

    Primeiro, eu sempre adorei o que você escreve! Desde a época daquela poesia que você fez pra nossa formatura, se bem que eu já gostava das outras! Mas aquela foi demais! HAHAHAHA

    E bom… “Quem deve ficar?” O mar. 😉

  2. Talita permalink
    23 de julho de 2009 6:35 PM

    Os três estão lindos, mas eu gostei mais do ”espelho”

    beijo

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