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angústia

20 de novembro de 2009

Esse enforcamento súbito
Essa falta de tempo
Tempo que é ausente
Essa espera que me mata
De um “tic-tac” que nem existe.

Passam dias como água
Mil pensamentos rolando como as pedras
As malditas pedras
São as mesmas do Drummond
E agora entendo o poema
De ontem foi uma vida inteira.

Angústia que mata
Mata mais do que água
Sendo que essa não mata…
Sufoca!

Maldita essa
Que me aperta a alma
Arranha o isento de dor
Não se pode matá-la
Não se pode encontrá-la
Se pode contar e esperar
(Morrer de esperar)

Mas essa asna comigo sem dívida
Jumenta que comigo é injusta
De que modo te mato?
De que modo de enterro?

E o tempo passou
Ainda não trouxe a resposta
Choram almas ao meu lado
Vomitam a ausência de comida
Maldita aura pesada
Daquele azul concreto tranquilo

Em casa o sangue borbulha
Seca quando arrebentado
E na divisão de três cabeças
Escondidas nos quartos elas morrem

Dor presente no ar
Essa que às vezes me procura
Não gero ódio, no máximo raiva
Dor que me ama o colo
E que nele me encontra

Hoje aquela moça não veio trabalhar
Aquela que todo dia nos corredores estava
(e talvez chorava)
Um dia por quase nada

Descobri então que a merda da dor
É dona do motivo que em mim se ausenta
E que a angústia que sentia
Nem minha era..

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