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nostalgic for a romance that never happened

27 de fevereiro de 2010

“you don’t have to put on the red light”

Tirou os óculos numa tentativa de viver em outra dimensão onde não os visse, deixou os sapatos de salto num canto ao lado dos degraus e fingiu não se importar ao sentir a meia calça rasgando sob os pés no asfalto. As luzes vermelhas do semáforo pareciam fogos incessantes nos seus olhos miopes não acostumados – os carros, chuva de meteoros perto demais.

“I love you since I knew you”

Tomou as discussões das ruas como confusões bêbadas dos seus pensamentos e apenas para confirmar o desastre que era, pisou nos cacos das brigas que teve. Sendo fraca para sangue, caiu num canto de calçada para vomitar.

“I have to tell you just how I feel, I won’t share you with another boy”

A manhã a trouxe mal cheiro de bar, indigestão, e dor de cabeça incessante. Colocou o que sobrara dos óculos e arrastou-se até o quarto. Ainda seria incapaz de assistir qualquer filme sem lágrimas. Sem contar a incrivel incapacidade em se comunicar.

 

“I’m looking in on the good life I might be doomed never to find.
Without a trust or flaming fields am I too dumb to refine?
And if you’d ‘a took to me like
Well I’d a danced like the queen of the eyesores
And the rest of our lives would ‘a fared well.”

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